Antropologia da Tecnologia


III

 

Uma descrição que podemos fazer da identidade cultural dos indivíduos em sociedades humanas e distinguir os comportamentos universáveis (ethos), e os hábitos locais (etnos), estes últimos referentes às relações familiares e relações de trabalho. Massimo Canevachi, aos discutir o ethos burguês, ou a ética da comunicação visual, propõe uma antropologia da dissolução para a abordagem da relação do ser humano com suas imagens, principalmente numa sociedade onde a imagem se tornou mercadoria, com uma linha de montagem e com um enorme mercado consumidor. As pessoas consomem a imagem, compram a imagem, para construir suas identidades particulares. As etnias, que são as comunidades locais, onde hábitos lingüísticos são partilhados, onde relações afetivas são estabelecidas, e rotinas de trabalho comuns, de produção comum da realidade material, todas as etnias possuem seu próprio ethos. Seus comportamentos humanos universalisáveis, ou seja, aqueles hábitos que não funcionam apenas localmente, mas que são o veículo de uma tradução, para uma outra etnia, outra comunidade historicamente diferente.

O primeiro plano fílmico – e, sucessivamente, também o televisivo – exerce uma função simbólica complexa, que o põe, pelo menos em parte, em conexão com o seu antecedente: a máscara. Esta, de fato, desenvolve uma antecipação proteoideológica enquanto explicita um sentido e, ao mesmo tempo, esconde-o; parece mudar de atitude, de expressão e de significado mesmo permanecendo identicamente rígida”.[i]

 

IV

 

 

 

 



[i] CANEVACCI, Massimo. Antropologia da comunicação visual. São Paulo, Editora Brasiliense: 1988. p.15.



Escrito por Tierro às 13h28
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